Tudo começou em 1960, quando a Força Aérea dos Estados Unidos lançou uma concorrência para um novo modelo de avião para transporte pesado e de alcance estendido. A Boeing apresentou o seu projeto, mas não foi a vencedora. Restou ao fabricante oferecer a aeronave para uso civil, e assim nasceu o modelo 747, com capacidade uma vez e meia superior ao maior modelo em uso na época. As 25 primeiras encomendas foram feitas pela Pan Am, seguidas por Lufthansa e Japan Airlines.
O lançamento foi em 1966, e o primeiro voo em 1969. Em janeiro de 1970, o Jumbo fez sua estréia em voos comerciais, cruzando o Atlântico nas cores da Pan Am, inaugurando assim a era dos wide-body, com dois corredores de poltronas.

O 747-400, foi a versão que recebeu a maior quantidade de pedidos e de inovações técnicas e também a introdução de novos materiais que permitiram uma significativa redução de peso e, como consequência, redução no consumo de combustível, além da adoção de motores mais silenciosos e de manutenção mais barata. Entrou em serviço em 1989, tendo a Northwest Airlines como seu primeiro cliente. Esta versão modernizada possui capacidade máxima de até 580 passageiros, em configuração de classe única, comprimento de 70,7 metros, envergadura de 64,4 metros, velocidade de 939 km/h, e capacidade de carga de 412,8 toneladas.
Em 9 de fevereiro de 1969, o Boeing 747, avião widebody, de larga fuselagem e longo alcance, projetado e produzido pela companhia norte-americana Boeing, faz seu primeiro vôo comercial. Foi o primeiro avião widebody produzido medindo duas vezes e meia o tamanho do Boeing 707, o maior e mais comum avião de longo alcance na década de 1960.

Conhecido por 747 ou pelo apelido Jumbo, é o avião mais conhecido da história da aviação. Manteve o recorde de passageiros transportados por 37 anos, desde seu primeiro vôo. O jumbo é um avião quadrimotor turborreator que apresentou a primeira configuração double decker – dois andares em parte da aeronave – da aviação, que constitui sua característica física mais notável: a corcova súpero-anterior. A Boeing projetou o andar superior ao pavimento para servir como um salão, primeira classe ou para lugares extras, e permitir que as aeronaves fossem facilmente convertidas em cargueiros através da remoção de assentos e pela instalação de uma porta de carga na sua parte dianteira.

À época de seu desenvolvimento, a Boeing esperava produzir logo aviões supersônicos, o que seria prejudicial ao Jumbo se este não fosse conversível. Por isso esperavam a venda de até 400 unidades, até que se tornasse obsoleto, mas ele excedeu as previsões de críticos do projeto, com a produção passando da marca de mil em 1993. Em junho de 2009, 1.416 aeronaves foram construídas, em 107 configurações diferentes. O avião ainda é produzido e está disponível nas configurações para passageiros, cargas e outros – executivo e militar.

VARIANTES

747-100 Os primeiros 747-100 foram construídos com seis janelas no piso superior da fuselagem (três de cada lado) para acomodar uma área que serviria como zona de lazer. Mais tarde, como as companhias aéreas começaram a usar este piso superior para acomodar assentos de primeira classe, a Boeing ofereceu uma versão com 10 janelas. Alguns -100 foram modificados para conter mais janelas. O -100 foi equipado com motores Pratt & Whitney JT9D-3A. Nenhuma versão de cargueiro foi construída a partir desta variante, porém muitos 747-100 foram convertidos em cargueiros.

747-100B – O modelo 747-100B foi desenvolvido a partir do -100SR, usando a sua forte fuselagem e trem de aterragem. Este modelo tinha uma capacidade de combustível superior, permitindo um alcance maior com uma carga de 452 passageiros, juntamente com um peso máximo de descolagem superior. O primeiro -100B encomendado, uma aeronave para a Iran Air, foi anunciada no dia 1 de Junho de 1978. O primeiro voo ocorreu no dia 20 de Junho de 1979, recebeu a certificação da FAA a 1 de Agosto e foi entregue no dia seguinte. Nove -100B foram construídos, um para a Iran Air e oito para a Saudi Arabian Airlines.

747SP Comparado com outras variantes, o 747SP teve uma redução da fuselagem à ré da parte terminal da fuselagem, uma flap na cauda de dupla dobradiça, e longos estabilizadores horizontais e verticais. Esta variante era alimentada por motores Pratt & Whitney JT9D-7 (A/F/J/FW) ou Rolls-Royce RB211.

747-200 – Com motores mais potentes, maior capacidade no peso máximo de descolagem, e maior alcance que o -100, a aeronave foi bem recebida pelas companhias aéreas internacionais. Alguns -200 iniciais ainda tinham as configuração de três janelas piso superior da fuselagem, porém a maior parte construiu-se com a configuração de 10 janelas.

747-300 – O 747-300 tem o piso superior mais extenso que o -200, com mais 7,11 metros. O piso superior conta com duas saídas de emergência e é a diferença mais visível entre o -300 e as variantes anteriores. Antes deste longo piso superior ter sido implementado de maneira permanente no 747-300, era visto como um “acessório” que a companhia aérea poderia optar por adicionar ou não. As primeiras duas aeronaves que tiveram um piso superior assim foram dois 747-100SR japonesesO -300 podia ser equipado com os mesmos motores Pratt & Whitney, Rolls-Royce e General Electric CF6 que o -200.

747-400 – A mais conhecida e a segunda versão mais recente, está entre os aviões mais rápidos em serviço, com velocidade de cruzeiro de aproximadamente 913 km/h e um alcance geodésico aproximado de 13.450 km – alcance intercontinental. Esta versão, na configuração para transporte de pessoas, pode acomodar 416 passageiros, típico de três classes, comum em vôos internacionais, ou 524 passageiros, típico de duas classes, comum em vôos curtos e domésticos. O 747 será futuramente substituído pelo Boeing Y3, parte do Boeing Yellowstone Project de desenvolvimento de novos aviões.

747-8 – Intercontinental e o 747-8 Freighter são as novas aeronaves de alta capacidade da Boeing, que oferecem às companhias aéreas os menores custos operacionais e as maiores vantagens econômicas entre todas as aeronaves de passageiros e de cargas de sua classe – oferecendo ainda um melhor desempenho ambiental.

Essa recente família de aviões 747 atende à demanda das companhias aéreas por uma aeronave voltada ao mercado de 400 a 500 assentos, situado entre os aviões Airbus A-380 e o Boeing 777-300ER, e por um cargueiro que mantenha a liderança da família 747 Freighter no mercado mundial de transporte de cargas.
B747-400 Dreamlifter – O 747-400 Dreamlifter (originalmente 747 Large Cargo Freighter ou LCF) é uma variante desenvolvida pela Boeing a partir de um 747-400, transformando-o numa configuração para transporte de componentes de outras aeronaves. Esta aeronave voou pela primeira vez no dia 9 de Setembro de 2006, efectuando um teste de voo. Até Fevereiro de 2010, quatro aeronaves haviam sido modificadas para se transformarem num Dreamlifter. Este enorme avião ficou encarregue de transportar componentes do programa 787 até à zona de montagem da Boeing em Everett, Washington, onde seriam montados.