O Brasil receberá este mês em um navio cargueiro o primeiro dos 36 caças suecos Gripen fabricados pela SAAB que, após quase um ano de voos de teste na Suécia, começará a ser testado no espaço aéreo brasileiro.

Pelas projeções da Aeronáutica, o navio é esperado este mês no porto de Navegantes, no sul do estado de Santa Catarina, de onde será transportado por caminhão até o aeroporto da mesma cidade.
Lá ele será montado e fará seu primeiro voo no Brasil para a fábrica da Embraer, parceira da SAAB no projeto de desenvolvimento e produção de caças, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo e que servirá de base para o processo de voo de teste no país.
Ao lado da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto está localizado o Centro de Projeto e Desenvolvimento do Gripen da SAAB, um centro de transferência de tecnologia que ficará responsável pelos caças a serem construídos no Brasil.
A aeronave que chegará ao Brasil é testada com sucesso desde agosto do ano passado na base sueca de Likoping.
Esta primeira aeronave, designada como F-39 e registrada como FAB 4100, requer pelo menos 900 voos de teste antes de ser certificada homologada e oficialmente entregue à FAB.
O modelo brasileiro (Gripen E), uma nova versão do caça-bombardeiro Gripen da SAAB, foi desenvolvido em conjunto por engenheiros da empresa sueca e da Embraer.
O Brasil encomendou 36 aeronaves de combate, sendo 28 monopostos (um assento) e 8 biplaces (dois assentos).
Após um primeiro lote de aeronaves fabricado na Suécia, a produção será transferida para as fábricas no Brasil da Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo e a principal beneficiária do acordo de transferência de tecnologia que a SAAB assinou com o governo brasileiro.
O último lote de 15 unidades será totalmente fabricado na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, com os engenheiros suecos atuando apenas como consultores do projeto.
Segundo executivos suecos, a SAAB avançou nas negociações para vender o modelo brasileiro para países como Áustria e Bulgária e pretende usar o acordo com a Embraer como plataforma facilitadora de exportação para produzir caças no Brasil e vendê-los para outros países da América Latina.

A FAB, que inicialmente receberá todas as unidades encomendadas entre 2021 e 2026, substituirá vários caças de sua frota, principalmente o F-5 e o Mirage 2000, que já estão obsoletos.
A SAAB conquistou em 2013 o contrato de 5,4 bilhões de dólares para vender os 36 caças ao Brasil em uma licitação na qual competiram também o Rafale da francesa Dassault e o FA-18 Super Hornet da americana Boeing.

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