A história da United Airlines começou no ano de 1924 com a fundação da Varney Air Lines realizando voos postais. Anos mais tarde a empresa uniu-se à Pacific Air Transport e à National Air Transport, que também atuavam no transporte de malotes postais, dando origem à Boeing Air Transport, controlada pela Boeing e pela Pratt & Whitney.

No ano de 1931, foi criada então a United, como administradora da Boeing Air Transport. Em 1934, a sociedade se desfez e as divisões se tornaram companhias independentes. A empresa aérea adotou o nome de United Airlines.

Vista do edifício Willis Towers, onde está a sede da United Airlines, em Chicago.

Após a Segunda Guerra, a malha de rotas ampliou-se consideravelmente, alcançando pontos desde Honolulu a Washington/DC. Em 1959 a United entrou na era do jato com a introdução dos primeiros Douglas DC-8 e nos anos seguintes traria também o SE.210 Caravelle.

DC-08 da United Airlines

A frota foi crescendo, com a entrada dos Boeing 727-100 e 737-200 feito quase sob medida para a empresa. No começo da década de 60, a malha de rotas foi aumentada em 11.600 km, com a aquisição da Capital Airlines, fundada em 1936 como Pennsylvania Central Airlines.

Em 1961, a United era a maior empresa aérea privada do mundo em termos de passageiros transportados por ano e RPMs voados. Em 1985, uma nova expansão: desta vez para o Oriente, graças à compra da Divisão do Pacífico da já combalida Pan American. Finalmente nos anos 90 a empresa estabeleceu-se como uma das duas maiores empresas americanas, ampliando suas linhas, deixando apenas de servir o continente africano.

Modernizou sua frota: A United foi a companhia lançadora do Boeing 777-200, hoje seu principal avião para voos de longo alcance. Em 1997 foi uma das fundadoras da Star Alliance, consolidando ainda mais sua posição no mercado internacional frente a sua arqui-rival American Airlines.

Boeing 777-200 da United Airlines

No total, são mais de 139 destinos em 26 países, operados pela United e suas coligadas regionais, mas a empresa, após os ataques terroristas em setembro de 2001, entrou em parafuso. Com sérios prejuízos, a companhia entrou em concordata desde o início de 2002. Não restou outra alternativa a não ser a de adotar medidas draconianas de contenção de custos. Salários, frota, empregos: a UAL cortou tudo o que tinha e não tinha para respirar. Passou, por exemplo, de 93.000 para 63.000 funcionários em dois anos; de 528 para 414 aeronaves. Parecia estar dando certo: embora sua situação fosse delicada, analistas acreditavam que o pior já tinha passado e que a UAL deveria sair da concordata ainda em 2006.

Em abril de 2010, a United Airlines e a Continental Airlines anunciaram a intenção de realizar entre suas empresas um acordo de fusão, criando a maior empresa aérea do mundo em receita. Em 1 de outubro de 2010 a fusão foi anunciada oficialmente, o nome “Continental” desapareceu ficando apenas a inscrição “UNITED” em azul escuro, mas o logotipo adotado seria o tradicional globo terrestre estilizado da antiga Continental.

Aviões pintados com as novas cores da United Airlines e da Continental Airlines são vistos no aeroporto de Houston em 1 de outubro de 2010

Em 26 de junho de 2015, a United anunciou a compra de 5% da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. O negócio custou US$ 100 milhões, deu o direito a United de um assento no conselho administrativo da Azul e juntou as malhas das companhias através de acordo codeshare que juntas somavam 450 destinos e mais de 6.000 voos diários.

ACIDENTES E INCIDENTES

• Voo United Airlines 811 – Em 24 de Fevereiro de 1989 o Boeing 747-122 matrícula N4713U com o código de voo UA811 após decolar de Honolulu e quando cruzava o nível de voo 220 perdeu uma das portas do porão ocasionando uma extensa perda de fuselagem. Oito passageiros foram sugados para o exterior e morreram. O avião conseguiu regressar a Honolulu e aterrar em segurança. Era comandado por David Cronin, 1º Oficial Gregory Slader e 2º Oficial Randal Thomas.

Voo 811 – Boeing 747-122

• Voo United Airlines 232 – Em 19 de Julho de 1989 Um DC-10 que operava o voo 232 da United, que ia de Denver a Filadélfia, com escala em Chicago perdeu o motor número 2 da aeronave, danificando o controle hidraúlico dos 3 motores. Sem controle, o Piloto teve que fazer um pouso de emergência em Sioux City apenas usando a potência dos 2 motores restantes, o avião estáva mais rápido do que num pouso normal devido as falhas, e se acidentou após tocar a asa na pista do aeroporto. 112 Pessoas morreram no acidente, porém 184 sobreviveram, e por causa disso o piloto foi considerado um herói.

Voo voo 232 operado pela Aeronave DC-10

• Voo United Airlines 585 – Em 3 de Março de 1991, o Boeing 737-291 matrícula N999UA com o código de voo UA585 despenhou-se na final para Colorado Springs. Era comandado pelo Capitão Harold Green, tendo como 1º Oficial Patricia Eidson transportava três assistentes e vinte passageiros. Não houve sobreviventes.

Boeing 737-291

• Em 14 de Fevereiro de 2018, um avião da companhia aérea, que fazia a rota de São Francisco para o Havaí, teve que realizar um pouso de Emergência no Havaí, devido a Explosão de uma parte do motor. Ninguém ficou ferido.

ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO DE 2001

• O voo United Airlines 93 foi um dos voos desviados de seus trajetos originais no dia 11 de setembro, quando ocorreram ataques terroristas contra os Estados Unidos. O avião caiu próximo a região de Shanksville, 81 minutos após decolar do Aeroporto Internacional de Newark.

Boeing 757 usado no atentado

• O voo United Airlines 175 foi um voo utilizado nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O voo saiu do Aeroporto Internacional Logan em Boston, Massachusetts em direção ao Aeroporto Internacional de Los Angeles em Los Angeles, Califórnia. No dia 11 de Setembro de 2001, o Boeing 767-222, da companhia United Airlines, prefixo N612UA foi sequestrado e caiu em Nova Iorque durante os atentados do 11 de Setembro. Ele foi o segundo avião a ser sequestrado naquela manhã e a colidir no World Trade Center. Foi um incidente registrado ao vivo pela televisão. Dessa maneira, a notícia se espalhou por todo o mundo e seu desenrolar foi acompanhado por milhões. Anteriormente a ele, o voo 11, da companhia American Airlines, havia se chocado com o topo da torre 17 minutos antes.

Boeing 767-200 de registro N612UA no Aeroporto Internacional de San Francisco em 1999.